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Usando outras lentes, para outros tempos

  • Foto do escritor: César Froes
    César Froes
  • 6 de jul. de 2023
  • 3 min de leitura

Depois de um grande hiato, retornar para a edição desse site trás um misto de intimidação e nostalgia. Obviamente que encarar a página em branco e tomar todos os passos para organizar as ideias em tópicos pra depois digitar aqui é um processo para o César de 2019 com criatividade e percepção artística bem mais afiada que o atual.

O cabelo não resistiu as mudanças de 2023

Por outro lado, é muito interessante ver como que alguns pensamentos são cíclicos (influenciados principalmente pela pandemia) e outros seguem bem ancorados nas margens da minha mente.

Continuo com a mesma obsessão em tratar qualquer conversa casual como uma forma de trazer a tona tópicos de axiomas filosóficos, cinema e música.

Por outro lado acabei me dedicando muito mais a fotografia do que a ilustração e música. Enquanto a minha caneta digital Wacon permanece sem pilha a meses, minha câmera recebeu uma lente russa de 50mm.

Minha produção musical que ia a todo vapor, teve uma freada forte nos últimos 10 meses, porém ainda com muito espaço pra explorar. Estilos como "Drum and Bass" e "Breakcore" estão cravados na minha mira a meses.

Em algum momento eu me cansei de articular respostas para as pessoas que perguntam "por que parou com as músicas", mesmo sendo grande parte delas nunca tendo escutado mais de 30 segundos do início de alguma trilha macabra que fiz para especial de Halloween.


Na minha leve e rasa poça de egoísmo, eu me resguardo de mergulhar os pés e me sentir emocionalmente traído por amigos e parentes que não tentaram de forma alguma ver, ouvir ou interagir com quaisquer forma de arte feita por mim. Digo leve e rasa poça de egoísmo por que na maior parte do tempo eu me lembro constantemente de uma palavra inventada no "The Dictionary Of Obscure Sorrows" (ou dicionário de tristezas obscuras em português) denominada "Sonder".


Essa por sua vez se trata da percepção da complexidade, profundidade e prioridades de vida de cada pessoa ao seu redor. Elas colocam você com a importância figurante na história independente do tempo de interação ou intensidade de tal. Não acontece por maldade, é apenas como as coisas são. E assim como eles escolheram priorizar minutos do seu tempo não interagindo com minha arte, eu escolho dezenas de vezes por dia não interagir com a de muitos ao meu redor. Além do que, é mais que óbvio que minha música eletrônica macabra desagrada a quem só escuta músicas bem famosas de um certo período e não é nenhuma surpresa que meus vídeos-comentários sobre carros não vai despertar interesse em quem só anda de Über e ônibus.

Vista do anoitecer lá na oficina

E mais uma vez, uma oportunidade de apresentar axiomas filosóficos, mas dessa vez o alvo foi você, leitor. Mas vou poupar essa oportunidade para uma futura postagem, menos pessoal e mais interessante.

A virada de 2023 foi repleta de reflexões e decisões que eu ainda tenho confiança que vão trazer aprendizados, seguranças e benefícios a longo prazo. Mas confesso que uma das mudanças mais divertidas foi começar a explicar para desconhecidos que um mecânico sujo de graxa e gasolina é de fato um artista verificado pelo Spotify. As reações vem quase sempre acompanhadas de uma pergunta parecida com: "Como você vive quebrado igual vira-lata e tem tanto talento?" Se eu soubesse a resposta para essa pergunta, você provavelmente saberia de mim através de alguma outra forma... mas só provavelmente.

 
 
 

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