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Os Não-Tão-Jovens Titans da Netflix

  • Foto do escritor: César Froes
    César Froes
  • 5 de fev. de 2019
  • 4 min de leitura

Atualizado: 27 de mar. de 2019


E quem não gosta de uma boa animação\HQ adaptada para o serviço de streaming mais famoso do mundo?



Por incrível que pareça, os fãs da série "Teen Titans" (exibida entre 2003 e 2008 no Cartoon e SBT) não gostam.


Isso acontece por que essa produção superou todas as expectativas na época, mesclando elementos de anime e cartoon numa fórmula milagrosa que vinha se tornado moda. "As aventuras de Jackie Chan" (2005), "Avatar a lenda de Aang" (2005), "Megas XLR" (2006), "O clube das Winx" (2004), "Pucca" (2006) e muitos outros tiveram sua fatia nesse bolo nipo americano e como deu certo!


Teen Titans se tornou um sucesso absoluto e exemplo para outros cartoons.


Porém, como toda HQ (seja ela DC ou Marvel) quando contada diversas vezes ao longo dos anos, ela sofre adaptações e mudanças para se adequar ao público alvo. Essas mudanças incluem alterar a etnia dos personagens, a idade ou as vezes criar um 'universo' novo inspirado nas outras HQs de onde os personagens foram criados.


Para uma parte desse público, Teen Titans é a origem correta da história, uma lápide escrita em pedra que jamais pode ser alterada ou corrigida sob risco de julgamento divino.


Para todos os outros, já acostumados com as mudanças constantes nas histórias, esse ódio é pura perda de tempo.


Esse fenômeno não é novo, afinal vemos o espião 007 trocar de ator várias e várias vezes, viver aventuras em linhas do tempo totalmente confusas e para cada novo ator escolhido, uns fãs da geração anterior fazem o maior barulho.


Mas e então? Valeu a pena a incansável briga nos fóruns e comentários do Facebook? O que tem de novo?

Agora sim, vamos falar da série Titans!




A primeira produção totalmente original da DC Universe tem várias influencias, sendo as mais claras na HQ "Tales of the New Teen Titans" de 1982, então se você decorou as falas do cartoon Teen Titans, vai perceber que Titans segue uma trama um pouco diferente.


E fica claro a influencia da trilogia Batman de Christopher Nolan e de Batman V Superman. Titans é dirigido como uma série de suspense policial e tenta ao máximo se levar a sério mesmo com os personagens carregados de ficção cientifica, terror e fantasia. E isso é mostrado no trailer com todo orgulho, carregam essa seriedade como uma bandeira em cada cena de luta ou drama entre os personagens.


Dito isso, a Netflix que sugere tenha idade 18+ para assistir a série carregada de violência. Até agora, essa é a produção live-action mais explicita já feita pela DC desde Watchmen (2009). Então nada de deixar seus filhos assistirem confundindo Titans com Teen Titans Go!


A escolha dos atores foi muito boa, tanto dos atores principais como dos secundários e convidados especiais (como Brandon Fraiser). E apesar da personagem Ravena (Teagan Croft) parecer um pouco desconectada dos outros personagens principais, eu tenho a sensação de que ela foi dirigida dessa forma, afinal, a Ravena é (na minha opinião) a personagem com a personalidade menos interessante das HQs e animações.


Anna Diop como Estelar baseada na HQ 'Tales of the New Teen Titans' de 1982

O mesmo não pode ser dito da Estelar (Anna Diop) que esbanja atitude e carrega com facilidade o fardo da controversa escolha de caracterização dentro e fora da tela.


A atriz vem sendo bombardeada de comentários racistas desde que foi escalada para a personagem e já respondeu abertamente a mídia sobre isso.


https://cinepop.com.br/titas-anna-diop-responde-comentarios-racistas-sobre-o-visual-da-estelar-172375


Ao decorrer da série fica claro que Estelar e Robin (Brendon Thwaites) são responsáveis pelo clima mais adulto, mas sem perder a atenção da audiência.



Enquanto que a caracterização de personagens secundários e as coreografias de luta se apresentarem muito bem (em alguns momentos melhor que Batman V Superman 2016 e Liga da Justiça 2017) , ainda está um longo caminho de ser uma produção digna de comparada a trilogia de Christopher Nolan.


Isso por que elementos como a maquiagem, trilha sonora e efeitos especiais oscilam de qualidade absurdamente de um episódio para o outro.


Eu entendo que maquiagem é caro, e eu relevo isso afim de ter um envolvimento maior com a estória, mas ainda sim eu alimentava esperanças de que mutano ia ser algo como "Um lobisomem americano em Londres" (1981). Mas até o momento, não fui convencido de que a Ravena não estava usando uma peruca, chega a ser uma distração cômica, quebrando um clima que demora tanto pra desenvolver.


Fica claro o contraste, quando em um dos episódios acontece um 'spin-off' de uma outra produção da Netflix chamada de "Doom Patrol" a atenção aos detalhes e estilo único que envolvem bem a audiência.


E como já é costume, a apresentação de cada episódio (eu assisto todos sempre) segue um estilo bem característico e sem graça de outras séries, a essa altura eu deveria estar acostumado.

Mas sinto que falta algo...


Talvez na verdade eu sinta muita falta de como Smallville personificou a música Save Me de Remy Zero como a juventude do Clark Kent com perfeição.


Estou convencido de que exista alguma banda do momento com uma música incrível para fazer o mesmo com Titans e nada vai me fazer mudar de ideia.


Se fosse um filme, eu colocaria minha camiseta do Hans Zimmer e aterrorizava a Netflix até o fim da minha vida.


Brincadeira, não sou esse tipo de fã.

E nem tenho uma camiseta do Hans Zimmer.


Apesar de errar (na minha visão) em vários momentos, são erros característicos de produções do Netflix e de outras séries por limitações de orçamento e outros fatores. Mas ainda sim, Titans é uma ótima combinação com pipoca e guaraná nos fins de semana. Principalmente se você prefere as histórias do Batman às de outros heróis das HQs.


E enquanto não sai a segunda temporada, eu me preparo com pipoca doce ou temperada com Sazon.


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